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A fazer fé nas sondagens que vão sendo anunciadas pelos “merdia” portugueses, o povo está pronto para renovar o poder aos arrebentas que subiram ao poder há 4 anos com aldrabices, truques e ladainhas, de que agora parece ninguém recordar-se. Sei que há gente que beneficia com governos deste tipo – são sempre uma minoria bem entendido – mas estou certo que a esmagadora maioria do povo vai sofrer com este facto, caso ele venha a concretizar-se. Se ganharem em resultado da divisão dos votos ou da abstenção, os arrebentas, que já não têm qualquer espécie de vergonha, obterão um reforço que lhes permitirá fazer tudo o que quiserem, agora com redobrado vigor. Não tenham qualquer espécie de dúvida. A ideia que é “tudo farinha do mesmo saco”, está, mais uma vez, a ser alimentada e uma vez mais vai fazer estragos. Não. Não é indiferente votar neste ou naquele partido sob o pretexto de que os políticos são todos iguais. Também os que julgam que não votando penalizam esta comissão liquidatária a que chamam governo também estão redondamente enganados e mostram que, ou são masoquistas, ou que não aprenderam nada.
 
Por favor, se não vivem à conta desta corja, pensem bem: Não façam escolhas emocionais, façam escolhas estratégicas. Apoiem quem esta maioria ataca, quem ela elege como inimigo principal, quer gostem ou não gostem da solução. Pode ser que engulam um sapo mas tudo será preferível do que continuar a ter esta gente no poder.
 
Não digam que não vos avisei!
 
Daniel D. Dias

Que pena!

 
A meu ver, o grande problema das pessoas (não sei mesmo se não é o maior problema do nosso tempo) é o de persistirem na fuga à realidade, insistindo em ver o mundo, retalhado, dividido, perdendo a capacidade de associar todos os aspetos da vida, não percebendo que tudo faz parte do mesmo conjunto. Andar à procura dos “maus”, amaldiçoar a má sorte sem perceber que, pelo menos quase todos os mais crescidos, são corresponsáveis – passivos ou ativos – por tudo o que se passa, por tudo o que se sofre, nada adianta e as tragédias (evitáveis) persistirão. Sinceramente só me ocorre dizer: que pena.
 
A nossa obsessão pela “segurança”, o nosso apego à “tranquilidade” das ideias feitas, o nosso medo de ficar sozinhos, não nos deixa aprender nada com as lições da história. E repetimos os erros quando podíamos, de facto, se não ser felizes, pelo menos viver melhor.
 
Daniel D. Dias